terça-feira, 24 de setembro de 2013

Encerrado – no âmbito da Diocese de Crato – o Processo de Beatificação de Benigna Cardoso da Silva!

Com a solenidade realizada ontem pela manhã, dia 21, no auditório da Catedral de Crato, foram encerrados os trabalhos do Processo de Beatificação da mártir da castidade, Benigna Cardoso da Silva (ilustração ao lado) . A solenidade foi presidida pelo Bispo Diocesano de Crato, Dom Fernando Panico. (foto abaixo à direita, publicada em reportagem do “Diário do Nordeste”, edição deste domingo).

 

O Auditório Mons. Rubens Gondim Lóssio ficou lotado por pessoas vindas de Santana do Cariri, de Crato e pelos cerca de 80 seminaristas do seminário São José.  Ao final, toda a documentação do processo foi colocada em uma caixa, que foi selada e lacrada com carimbos especiais, e só será reaberta em Roma. Uma cópia de toda a documentação ficará guardada na Cúria Diocesana de Crato.

Anteriormente, no último dia 16 de setembro,  ocorreu em Santana do Cariri a última reunião da equipe diocesana encarregada do processo de beatificação da Serva de Deus, Benigna Cardoso da Silva. Os membros que compõe as comissões histórica e teológica passaram todo o dia analisando e ultimando a documentação que seguiu para análise na Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, órgão do Vaticano.

 

Estiveram presentes ao esse encontro de trabalho, os monsenhores Vitaliano Mattioli (Postulador Diocesano) e João Bosco Cartaxo Esmeraldo ( Juiz Delegado), os padres José Vicente Pinto de Alencar (Promotor de Justiça) e Acúrcio de Oliveira Barros (Tradutor), além da Sra. Teresinha Fernandes Costa (Atuária Notária). Pela Comissão Histórica estavam presentes os professores: Raimundo Sandro Cidrão, Ypsilon Rodrigues Félix e Armando Lopes Rafael.

 

O processo de beatificação da menina-mártir Benigna Cardoso da Silva foi aberto oficialmente em 16 março de 2013, no auditório da Catedral de Crato, tão logo a Diocese recebeu a aprovação do Vaticano  para o início dos estudos de  recolhimento de declarações das testemunhas que conheceram Benigna, além  de depoimentos que relataram milagres e graças alcançadas por intercessão da menina-mártir. Essa etapa se constituiu na fase diocesana do processo. 

 

Existem duas situações diferentes para a Igreja Católica considerar alguém santo: ou porque essa pessoa foi mártir – este é o caso da menina Benigna – ou porque ela viveu as virtudes em grau heroico. No caso de a pessoa ter sido mártir é dispensada a comprovação de milagres. Já para as pessoas que viveram as virtudes cristãs de forma heroica, exige-se o reconhecimento de um milagre na beatificação e outro na canonização. Caberá agora a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos os avanços no processo da beatificação de Benigna Cardoso da Silva.

 

(Texto: Armando Lopes Rafael)

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